A raposa e as uvas



Fábula de Esopo
Ilustração de Milo Winter, em uma antologia de Esopo (1919).

Uma Raposa, morta de fome, viu, ao passar diante de um pomar, penduradas nas ramas de uma viçosa videira, alguns cachos de exuberantes uvas negras, e mais importante, maduras.


Não pensou duas vezes, e depois de certificar-se que o caminho estava livre de intrusos, resolveu colher seu alimento.


Ela então usou de todos os seus dotes, conhecimentos e artifícios para pegá-las, mas como estavam fora do seu alcance, acabou se cansando em vão, e nada conseguiu.

Desolada, cansada, faminta e frustrada com o insucesso de sua empreitada, suspirando, deu de ombros, e se deu por vencida.

Por fim, deu meia volta e foi embora. Saiu consolando a si mesma, desapontada, dizendo: AS UVAS ESTAVAM VERDES.

O gato que não consegue alcançar a carne diz: “Ela está podre!

Moral da História:

1.   Quando o orgulhoso não aceita as suas limitações, ele abre caminho para sua própria infelicidade;

2.   É fácil arranjarmos desculpas para justificar os nossos fracassos por falta de um bom planejamento;

3.   Não basta apenas querer, sonhar ou desejar as “uvas doces da vida”; é fundamental termos as estratégias corretas;

4.   Aqueles que são incapazes de atingir uma meta tendem a depreciá-la, para diminuir o peso de seu insucesso;

5.   É fácil desprezar aquilo que não se pode alcançar.