A ostra para fazer uma pérola, precisa ter dentro de si um grão de areia que a faça sofrer. Isso vale para as ostras, e para nós, seres humanos. Assim é a vida dos artistas, dos educadores, dos profetas... de cada um de nós.
Não é preciso que seja uma dor doída. Não precisa ser essencialmente sofrimento físico. Na maioria das vezes são dores da alma. Por vezes, a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade.
As pessoas que se imaginam felizes simplesmente se dedicam a gozar a vida e fazem bem. Mas, as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para poder viver, essas fazem melhores.
Não é preciso que seja uma dor doída. Não precisa ser essencialmente sofrimento físico. Na maioria das vezes são dores da alma. Por vezes, a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade.
As pessoas que se imaginam felizes simplesmente se dedicam a gozar a vida e fazem bem. Mas, as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para poder viver, essas fazem melhores.
Baseado em:
Rubem Alves. Ostra feliz não faz pérolas. São Paulo: Planeta, 2008.