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| Charles Paul Landon 1799. |
Segundo a lenda, Ícaro não deveria voar nem muito alto, perto do sol, cujo calor derreteria a cera e nem muito baixo, perto do mar, pois a alta umidade tornaria as asas pesadas demais. O filho de Dédalo, embebecido pela sensação de estar voando, ia cada vez mais se aproximando do sol, o fato é que a cera derreteu e Ícaro perdeu as assas, precipitando no Mar Egeu, morrendo afogado.
A lenda exemplifica muito bem as inúmeras tentativas do ser humano ao longo da história de rebelar-se contra o aprisionamento imposto a nós pela Lei da gravidade. E também reafirma o intrínseco desejo humano de alcançar os céus, à semelhança da história bíblica da Torre de Babel. A bem da verdade, todos nós, guardadas as devidas proporções, carregamos um pouco de Ícaro dentro de nós. Sonhamos com a liberdade, almejamos ultrapassar os nossos limites internos e externos, lutamos para fugir das nossas prisões.
