O MUNDO DE SOFIA

Muitas pessoas têm hobbies diferentes: colecionar moedas, selos antigos, artesanatos, prática de determinado esporte, e assim por diante. Também há os que gostam de ler. Assim como os hobbies, leitores e leitura, são tão diversos, variados e misteriosos, quanto o ser humano. Se gostamos de uma determinado cor, comida, gênero musical etc., não podemos querer que todos tenham o mesmo gosto ou interesse.

Será que existe alguma coisa que agrada a todos? Os filósofos acham que sim. Eles defendem que cada ser humano tem a necessidade de se descobrir e de saber qual o propósito maior de sua existência sobre a face da terra.

A melhor maneira de pensar filosoficamente é através de perguntas. São as perguntas que movem o mundo e não, necessariamente, as respostas. Uma boa pergunta vale mais do que cetenas de respostas prontas. Qual a relação então, entre a filosofia e a história, enquanto ciência? A filosofia faz as perguntas e, pela história, podemos verificar os diversos processos, atores e fatores às mais diferentes respostas a essas perguntas. Ao lermos sobre o que outras pessoas pensaram pode ser útil quando precisamos construir nossa própria imagem do mundo e da vida. A filosofia busca uma determinada “verdade", a história, busca versões e representações dessa "verdade." Em história, não estudamos, por exemplo, a “história de Roma” e sim, o que foi escrito e pensado acerca dela.


Algum filósofos defendem a ideia de que a filosofia nasceu a partir da admiração do homem diante das coisas. Portanto, nessa concepção, enquanto houver “admirações” sempre existirá a filosofia.

Para muitos, o mundo é tão incompreensível quanto o coelhinho que o mágico tira de uma cartola. Para outros, a única diferença entre nós e o coelhinho branco é que ele não sabe que está participando de um truque de  mágica, e nós, sabemos ou, pensamos que sabemos. Será a vida uma intermitente busca  pela compreensão do segredo da mágica? Ou, aceitamos tudo pela fé? Talvez, a mágica nem exista. 

Baseado na obra: 
“O Mundo de Sofia: Romance da história da filosofia.” São Paulo: ed. Cia das Letras. 27a  edição. p. 25-27.