Há um mal que afeta a humanidade: a notoriedade. O recém fenômeno das redes sociais potencializou ainda mais essa estranha vontade de aparecer, de ser notado, percebido, visto, comentado, curtido. O padrão é estabelecido pelas celebridades que mede peso e importância de uma existência pela projeção de uma imagem. A essência e conteúdo não contam. O que tem peso de ouro é a visibilidade em detrimento de feitos relevantes e de contribuições significativas. É bem assim mesmo, como acentua Bauman:
"Já há algum tempo, a famosa “prova da existência” de Descartes,“Penso, logo existo”, tem sido substituída e rejeitada por uma versão atualizada para nossa era da comunicação de massas: “Sou visto, logo existo.” Quanto mais pessoas podem escolher me ver, mais convincente é a prova de que estou aqui". (As 44 cartas do mundo líquido moderno).
As pessoas têm apresentado uma vontade indômita de fazer qualquer coisa para estar em evidência, pois, quem não é visto não é lembrado. Será isso totalmente verdadeiro?
