A COMPETÊNCIA DE SER GENTIL

Por que as nações guerreiam tanto entre si? Por que morrem tantos inocentes em nossas cidades? Por que as pessoas roubam, agridem, violentam, matam umas as outras? Por que a demanda de construção de penitenciárias é sempre maior? Por andamos tão descontentes e desacreditados no ser humano? 
Por que será que os conceitos de “fraternidade”, “solidariedade”, “cidadania”, “justiça”, e de “amor ao próximo”, só para citar alguns, são tão abstratos e de difícil de compreensão para a maioria esmagadora da nossa população?



Acredito que falta-nos a competência de sermos mais gentis e de tratar o outro da mesma forma que gostaríamos de ser tratados. Falta-nos tato para respeitar e valorizar o direito do outro. De maneira prática isto significa:

· Não falsificar carteirinha de estudante;
· Não roubar energia elétrica e nem TV a cabo do vizinho;
· Não vender e nem comprar produtos falsificados ou roubados;
· Não furar filas;
· Não subornar o agente de trânsito para evitar multas;
· Não colar na prova;
· Não falsificar documentos;
· Não bater ponto pelo colega de trabalho;
· Não apresentar atestado médico falso;
· Não ouvir música nas maiores alturas prejudicando, incomodando e irritando os outros;
· Não vender o voto em troca de dinheiro, favor ou outro beneficio;
· Não desviar dinheiro público. Não superfaturar obras públicas. Não tornar uso particular e privado aquilo que coletivo e público.

Ainda há esperança? Estou fazendo a minha parte.
Gostaria de concluir este grito com uma porção da letra do Hino Nacional Brasileiro que diz:

[...] Entre outras mil, és tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!


Que se proliferem e que se perpetuem neste solo os filhos e filhas gentis da “mãe gentil”. Desta forma, poderemos gentilmente dizer: “Entre outras mil, és tu Brasil, ó Pátria amada!”